Uma visão sobre Empreendedorismo

Introdução à realidade empreendedora

Em tempos difíceis, o mercado de trabalho fica cada vez mais competitivo, onde os concorrentes mais pró-ativos e com experiências mais completas conseguem ter maior chance de destaque.

 O mundo de trabalho da atualidade necessita de profissionais fortes e decididos para comandar os mais diversos tipos de atuação; e isso aliado ao fato de que o empreendedorismo é cada vez mais considerado um objetivo de vida para muitos, facilita a compreensão de que um líder empreendedor é um dos perfis de maior valor atualmente.

 Composto por características que misturam a capacidade de motivação e o comando forte e preciso, o líder empreendedor é formado por uma série de atitudes que dão base ao seu título, incentivando a produtividade e satisfação de funcionários enquanto desenvolve planos para fazer crescer e prosperar um novo negócio.

 O empreendedorismo é considerado hoje um fenômeno global, dada a sua força e crescimento, nas relações internacionais e formação profissional. O Brasil é citado como um dos países mais criativos do mundo e onde mais se desenvolvem empreendedores.

Elaborando um Plano de Negócios para nortear seu empreendedorismo

Um plano de negócios (Business Plan), também chamado “plano empresarial”, é uma descrição detalhada de todos os aspectos de um novo empreendimento, e projeta aspectos mercadológicos, operacionais e financeiros dos negócios. O plano de negócios é parte fundamental do processo empreendedor. Empreendedores precisam saber planejar suas ações e delinear as estratégias da empresa a ser criada ou em crescimento. A principal função de um plano de negócios é a de promover uma ferramenta de gestão para o planejamento e desenvolvimento inicial de uma start-up

As empresas juniores no contexto empreendedor

Combinado com essa realidade, se enquadram as Empresas Juniores,como a Autojun, formadas por estudantes de graduação de diversos cursos os quais buscam uma formação mais ampla e diferenciada. Uma Empresa Júnior tem como objetivos principais desenvolver o empreendedorismo em seus membros e impactar a sociedade através de projetos de consultoria desenvolvedores, que proporcionem aos seus clientes o crescimento de suas empresas. As EJs, como são chamadas por seus membros, possibilitam que alunos de graduação aprendam na prática ao realizar projetos e também que soluções inovadoras, acessíveis e de qualidade sejam apresentadas aos profissionais que desejam melhorar suas empresas.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 2000 empresas juniores existentes, sendo destas 510 associadas à Brasil Júnior, orgão regulador das  associações. O número de jovens sendo impactados pelas Empresas Júniores já ultrapassa a marca de 50 mil universitários.

Dados atuais do Movimento Empresa Júnior organizado pela Brasil Júnior que visa a capacitação de jovens cada vez mais comprometidos e empreendedores para transformar o país.

 

Pedro Casali. Ex-presidente da Autojun representando o Brasil no Local Pathways Fellowship (Evento mundial da ONU de jovens líderes que visam a implementação de projetos ODSs).

 A trajetória de Pedro Casali (Ex-membro da AutoJun)

 Trazendo o ramo do empreendedorismo para um contexto mais prático, a Autojun realizou uma entrevista completa com o ex-membro da empresa, Pedro Guedes Casali, que inclusive já fora presidente desta. Pedro passou por diversas experiências durante seu período da graduação, desde a possibilidade de atuar como líder em vários grupos de consultoria de projetos até ser escolhido para representar o Brasil em eventos da ONU, graças à capacitação e experiência que obteve em seus dois anos de Autojun.

 O objetivo desta matéria é esclarecer possíveis dúvidas que possam surgir com o tema da atualidade empreendedora, tanto na Autojun, como nos movimentos de empresas juniores e grupos empresariais das universidades até chegar ao nível de mercado extremamente concorrido.

 

 

Foram feitas então, algumas perguntas ao ex-membro entrevistado. Segue abaixo a entrevista:

 

  Você acha válido empreender? Acha que possa ser um diferencial para o mercado atual?

Pedro: “Partindo do conceito de que empreender vai além de criar um negócio, que se define quando você simplesmente propõe ou implementa novas soluções e processos, com absoluta certeza, é muito válido empreender. Isso reflete em você um perfil muito mais interessante profissionalmente para as empresas e para o mercado de trabalho. Não importa qual mercado seja, essa busca por pessoas empreendedoras é cada vez maior, por pessoas que sabem o que fazer, como fazer mas que acima de tudo, apenas façam aquilo que deve ser feito.

 Se reduzirmos a definição de “empreender” apenas como abrir um negócio, mesmo se este não obter sucesso, ainda é muito válido empreender. Isso também mostra para as empresas pró-atividade da sua parte, de ter tido este diferencial ao tentar começar um negócio em seu no currículo. Algo do tipo já agrega demasiadamente, tanto no lado profissional quanto no pessoal, ao enfrentar diversos obstáculos e liderar muita coisa no ato de começar um negócio”.

   No período que você atuou na Autojun ( mar 2012 – dez 2013) quais cargos você assumiu e quais atividades realizou? Chegou a fechar algum projeto?

Pedro: “No meu período de Autojun, fui trainee, assessor de projetos, assessor de qualidade e posteriormente presidente da empresa. Enquanto trainee de marketing, eu comecei a estruturar um programa de prospecção ativa de clientes, que não tínhamos na época.

Na área de projetos, fiz a reformulação dos nossos contatos da clientela e criei um modelo de proposta de projetos, com os principais tópicos e o que deveria haver em cada um. Realizei atendimentos iniciais de alguns projetos. Gerenciei um projeto de sistemas de controle de ensaios de alta tensão de torres elétricas e alguns outros que necessitaram algumas reuniões em Joinville. Posteriormente fechamos um projeto chamado ECOA em parceria com o PET-MA, que basicamente era um software de gestão de controle de uma empresa de instalações hidráulicas.

Organizei um 3C (Ciclo de Capacitação de Consultores), que basicamente oferecia minicursos para o pessoal da graduação de fases mais avançadas com o intuito de prospectar e capacitar consultores para a AutoJun.

Durante meu período na empresa também participei de eventos como o JEWC (Encontro Mundial de Empresas Juniores).

No final de 2012 me candidatei à presidência da empresa e fui eleito, atuando na empresa até o final de 2013. Durante a presidência exerci representatividade da empresa no ConFejesc (Conselho da Federação Catarinense de Empresas Juniores), realizei a formulação de um planejamento estratégico com uma metodologia bem eficiente. Fechamos parcerias com a C2E (Empresa Júnior de Engenharia Elétrica) da UFSC, onde trocamos diversos cursos para capacitação interna dos membros, com o PET-MA (Programa de Ensino Tutorial de Metrologia e Automação) o qual alguns membros deste atuaram como consultores da AutoJun e no geral, trabalhamos arduamente na melhora do ambiente interno da empresa, mantendo uma relação bem saudável com os novos trainees e buscando o incentivo e ação de todos.”

 Quais foram suas experiências acadêmicas e profissionais ligadas às áreas do empreendedorismo e liderança? Quais contribuíram mais para o tema em questão?

Pedro: “Em 2013, fui assessor de parcerias do Encontro Catarinense de Empresas Juniores, experiência a qual me agregou bastante, principalmente na área de vendas. Além disso, fui coordenador de parcerias da SAAC ( 1ª semana acadêmica de automação e controle), com diversos minicursos e coffee-breaks. Atuei como coordenador geral na segunda edição da SAAC, em 2014.

No NEO Empresarial (Grupo de Consultoria da UFSC) atuei como líder geral do grupo por um semestre. Também fui coordenador de parcerias do JEWC de 2016, onde desenvolvi muita liderança e gerência de pessoas extraordinárias, com uma galera muito boa de serviço. É gratificante ver que eles reconhecem até hoje essa atuação por minha parte e ver que todos estão se dando bem, empreendendo, com suas próprias empresas ou em grandes empresas beira o extraordinário.

Na França, durante meu período de intercâmbio e dupla diplomação orientada, consegui uma oportunidade bem interessante que foi participar de conferências internacionais em nome do Brasil, e ter ido atrás disso é um bom exemplo de empreender. O maior reconhecimento é que o instituto que organiza essas delegações reconheceu a qualidade do meu trabalho e me chamaram pra ser o chefe de uma das conferências que foi organizada em Paris. Fui responsável por marcar reuniões com ministros e diplomatas.

Por fim, coordenei a organização de duas conferências internacionais, uma nos EUA e outra em Paris. Você tem que lidar com muitos problemas mas é bem gratificante ver a conferência acontecendo, toda aquela organização do processo que você trabalhou por meses sendo colocada em prática.

 O que mais contribuiu para toda essa experiência foi com certeza a Autojun, pois foi primeira experiência que tive na graduação, nela foi lapidado 80% do que eu sou hoje. A empresa me direcionou em relação a ambições profissionais, me cedeu os principais valores e características profissionais que sigo hoje. O legal foi que esta experiência na AutoJun abriu várias portas pra mim, por isso eu devo muito do que eu sou à empresa. Em segundo lugar o NEO, que é um grupo tão tradicional da UFSC o qual conta com muita gente incrível do ponto de vista acadêmico e profissional, me inserindo também em acontecimentos desafiadores e de liderança.”

A Autojun lhe auxiliou de alguma forma a criar uma visão mais empreendedora? Que pilares a empresa te agregou para chegar onde chegou?

Pedro: “Sim, com certeza a Autojun me ajudou a criar esta visão mais empreendedora. O que foi fundamental pra mim dentro da empresa foi a liberdade para opinar e implementar as melhorias que eu enxergasse, liberdade pra fazer, dentro dos limites, os processos e projetos da maneira que eu achava melhor. Enfim, dar a minha cara às atividades que eu fazia, sem seguir apenas uma receita de bolo. Acho que o principal pilar que a Autojun me ensinou foi em relação à liderança e gestão de pessoas. No ano que eu atuei como presidente da empresa foi sensacional para aprimorar esses temas.

É muito difícil você liderar uma equipe de 20, 30 pessoas, todos trabalhando de forma voluntária, todos com problemas pessoais, inseridos no mesmo curso. Tive que demitir pessoas, tive que contratar pessoas, tive que selecionar meus próximos substitutos, digamos que foi uma experiência de um ano totalmente completa.

O jeito que eu trabalho hoje é graças ao que aprendi nestes dois anos na empresa.”

 Das mais variadas atividades, trabalhos, grupos e eventos extracurriculares que você participa (ou participou), sua vivência na AutoJun possibilitou a posterior inserção neles?Se sim, em quais?

Pedro: “Sim, indubitavelmente. Não teria entrado no NEO Empresarial ou ter participado de conferências internacionais se não fosse a Autojun. Ter participado da Empresa Júnior e ter empreendido nela, além de obter um currículo bom, eu tive muitas experiências e histórias pra contar. Além disso, por ter tido esta experiência bem cedo com gestão e liderança, foi fundamental para eu assumir os outros cargos de gestão e liderança que eu assumi depois, mais notavelmente no caso do NEO, onde fui líder do grupo muito cedo.

A empresa também me ajudou a buscar, informar e posteriormente me inserir a essas conferências internacionais também e como eu foi dito, a Autojun ajudou a formar o que eu sou hoje. Se eu consegui passar em entrevistas de estágio, se eu consegui fazer um PFC bacana na França, a Autojun entrou nisso.”

 Após o término de seu projeto de ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) pela ONU Local Pathways Fellowship, pretende seguir implementando mais alguma medida para Joinville? Pretende seguir no ramo do empreendedorismo?

Pedro: “Por este próximo semestre não necessariamente pretendo abrir meu próprio negócio, mas empreendedorismo é um tema que fascina bastante. Hoje é o que sou “especialista” digamos,  então com certeza pretendo seguir neste ramo, seja no setor privado ou no setor público. Mas a ideia é sim, seguir implementando mais melhorias para  Joinville e seguir no ramo do empreendedorismo.”

 

Concluímos que o empreendedorismo, desde o seu surgimento na idade média, até tempos atuais, onde é praticado tanto por pessoas que tem boas ideias e visão empreendedora, e resolvem se arriscar no mundo empresarial, a grandes empresas que se tornam grandes empreendedoras por possuir a busca pela inovação como um dos combustíveis para sua existência. Pelo menos a tentativa de empreender e buscar novas soluções já é totalmente válida e promove um perfil muito interessante para o mercado.

 Através da entrevista completa com o ex-membro da Autojun, Pedro Casali, vimos na prática, toda uma trajetória repleta de experiências de muitas áreas de atuação, desde consultorias até a organização de conferências internacionais. Tudo isso se iniciou na Autojun, e foi se lapidando com o decorrer de sua experiência na empresa, implementando, modificando e inovando até chegar onde está hoje. É nítido como vale a pena tentar, ser pró-ativo, empreender. E não menos importante, como vale a pena ser Autojun!